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domingo, 23 de setembro de 2018

ENCONTRO EM VALENÇA


Ontem em Valença fiz dois desenhos urbanos e alguns retratos. O primeiro registo, antes de o autocarro com o grupo ter chegado do Porto, foi feito a partir de uma guarita e representa uma das portas da muralha:


Enquanto esperávamos pelo almoço, cá fora à sombra, tive tempo de rabiscar alguns co-rabiscadores. A primeira foi a Cláudia, encostada a uma árvore em plena concentração:


Depois de uma tentativa frustrada de apanhar o Paulo, desenhei um Tuba mefistofélico e emagrecido, que naturalmente não colheu grande aprovação, e um Marcelo com uma difícil linha craniana, a cujo desenho o próprio também torceu o nariz:


Depois do almoço, foi a vez de a Isabel Braga servir de vítima. Tentei retratá-la, toda de branco como estava, contra uma mancha vibrante de cor, sem esquecer a madeixa cor-de-rosa, os brincos de filigrana e a bolsinha laranja vivo. Claro que não lhe fiz justiça, mas colorida ficou:



E, no fim da jornada, desenhei a Praça da República a partir de uma ruela próxima, cheia do comércio típico de Valença. Como brinde, ficou na fotografia um elegante transeunte:


Foi um belo dia de despedida do Verão!

sábado, 5 de maio de 2018

Por Ponte de Lima


Com um sol glorioso e um grupo animado e cheio de talento, o 36º Encontro dos USkPN não podia senão ser um sucesso. E foi! Deixo aqui o meu modesto contributo, que foi apenas de três desenhos. O primeiro, ainda de manhã, captou um dos ex-libris da cidade: a ponte. Fi-lo a partir de uma esplanada, onde me pude sentar confortavelmente:
 

De tarde, depois da bela carne assada, sentei-me à sombra, no meu banquinho de pescador, e... pesquei a Igreja Matriz:

Antes de dar por concluída a jornada, tentei desenhar a estátua do touro, ou melhor, da "Vaca das Cordas" (nome ostensivamente ignorante da anatomia do bovino). Entretanto, uma menina adorável que por ali andava a brincar, a Patrícia, pediu-me que a retratasse montada na estátua, empunhando uma rosa do Dia da Mãe. E assim fiz:

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Encontro na Picaria


O 12º Encontro dos USkPN foi na Rua da Picaria, em plena baixa do Porto. Adiado uma semana por causa do mau tempo, foi abençoado ontem com uma tarde linda de Setembro, de uma luz gloriosa e um ar morno e sereno. Éramos poucos, mas divertidos e relaxados. O Encontro começou da melhor maneira: com o almoço. Ficámos logo no cimo da rua, no BaixaBurguer, e foi daí, confortavelmente sentada junto ao passeio, que fiz o meu primeiro esboço:


Trata-se da vista do Largo de Mompilher, com a Capela do Pinheiro do alto do seu muro e o casario circundante. Mais tarde, sentada num banco do largo, de frente para a Champanheria da Baixa, registei parte do conjunto de fachadas. Mas deixei-me ultrapassar pelo tempo, e o desenho ficou a meio:


Já eram horas da partilha de desenhos. E, para a posteridade, ficou a pose de grupo (com o Tiago, a Joana, o Reis, a Elsa, a Ilda e eu - mas sem a Ana Isabel, que já tinha ido embora):


Mais tempo houvesse, mais desenhos teria havido de certeza. O sítio prestava-se! Terão de ficar para a próxima.

terça-feira, 4 de agosto de 2015

Uma espécie de díptico


Aparentemente uno e coeso, este desenho é na realidade composto de dois desenhos independentes. Trata-se ainda do 10º Encontro USkPN de 26 de Julho. A descida a partir da Sé teve, uns escassos metros mais abaixo, um primeiro ponto consensual de paragem: o terraço da Igreja dos Grilos, de onde se avista um panorama tão complexo como encantador, desdobrando-se em cascata até ao rio:
Na minha habitual inépcia, não fui capaz de encaixar toda a informação numa só página do caderno. Tive pois de recorrer a duas páginas autónomas, nas quais ficaram gravados dois momentos de observação, dois níveis de composição urbana, duas peças, afinal, de um puzzle que só a posteriori consegui articular. Primeiro, desenhei a parte da esquerda, mais baixa e numa escala ligeiramente maior; depois, aventurei-me para a vista à direita, com um skyline mais rico, ornado de torreões, cúpulas e campanários e rematado pelo casario em primeiro plano, mesmo junto ao muro do terraço:

Faltam agora as cores... Será que virão?

quinta-feira, 30 de julho de 2015

Os Clérigos vistos da Sé


Encontrámo-nos no Terreiro da Sé, na manhã de um domingo sereno, já quase a fechar Julho. Embora o plano fosse começar logo a descida, preferimos ficar por ali um pouco mais, tão desenhável é o local. E, claro, a vista da Torre dos Clérigos lá ao fundo, erguendo-se altiva por trás do casario, foi o motivo escolhido por vários de nós, ou não fosse o ângulo que a apanhava um dos poucos à sombra...


Este foi o meu primeiro esboço aproveitável do dia, bastante rápido para os meus padrões (menos de 15 minutos). Antes tinha perdido demasiado tempo numa tentativa abortada do pelourinho, que ficou com céu a mais e terreiro a menos, transparecendo ingloriamente nas costas do desenho:


Uma imagem do grupo, atrasado mas bem-disposto, neste local pode ver-se aqui.

quinta-feira, 4 de junho de 2015

8º Encontro USKPN - em Braga

Pois o 8º Encontro dos Urban Sketchers Portugal Norte foi em Braga, este dia 31. E eu lá saí à rua toda contente, num lindo domingo de sol, com o meu bloco e as minhas tintas (que não cheguei a usar, hélas!). Desta vez, fiz os desenhos logo a caneta e, apesar dos erros e tropeções, não me arrependi, pois a definição é logo muito maior. A primeira paragem foi no cruzamento das ruas D. Gonçalo Pereira com D. Afonso Henriques. Ao fundo, o belíssimo campanário de Nª Srª da Torre, em plena Cividade, ladeado, como é mote bracarense, por nada menos que duas igrejas - à esquerda, a Igreja de S. Paulo; à direita, a Capela de Nª Srª do Oratório:


Nova caminhada e, antes do almoço, outro desenho. Desta vez, a vista é a de um dos mais belos monumentos da cidade: a Capela dos Coimbras (1525), ao lado da casa manuelina com o mesmo nome, reconstruída em 1924. Infelizmente o meu esboço, que tão ligeirinho ia, teve de ser interrompido porque era hora do almoço. Tivemos de avançar, para nos juntarmos ao resto do grupo, já à espera. Tirei esta fotografia já a correr:


À tarde, em "modo" digestivo e num espírito recreativo menos empreendedor, devo confessar que a preguiça atacou, e acabei por só fazer um desenho: o da Casa do Passadiço, soberbo solar setecentista onde funciona hoje uma loja de decoração:


Ficámos por ali, no Largo de S. João do Souto, em amena cavaqueira até ser hora da despedida. Mas não sem antes tirarmos a fotografia de grupo!


Foi um encontro fantástico, com um tempo magnífico e sobretudo com pessoas muito simpáticas. Temos de organizar mais ocasiões destas.

terça-feira, 28 de abril de 2015

Uma fachada barroca


Braga é conhecida como "Cidade Barroca", e os Paços do Concelho, onde funciona a Câmara Municipal, fazem-nos perceber porquê. Trata-se de um exemplar lindíssimo, do séc. XVIII, a juntar a numerosos outros. Numa tarde de Março fui até à Praça do Município e rabisquei parte da fachada - da autoria de André Soares. Só hoje lhe acrescentei as cores, optando por um estilo mais livre - leia-se, borratado. :)


(Esboço "in situ" e processo da aguarela no blogue A Caçadora de Desenhos.)

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Os Aliados num dia de chuva

Ainda não tinha publicado aqui este sketch que fiz na Praça da Liberdade, a partir do ex-Café Imperial, para o Desafio 53º dos USk ("Abril águas mil"). Mas, tratando-se do Porto, é neste grupo que ele cabe naturalmente. Ao fundo vê-se o edifício "A Nacional" e, à direita, muito discretamente, a "Menina Nua":

April showers bring May flowers... Nesta Primavera que começou em beleza, muitas flores e folhas já desabrocharam.

segunda-feira, 20 de abril de 2015

7º Encontro - Parque da Cidade

Foi ontem, no Parque da Cidade, no Porto. Depois de umas nuvens matinais ameaçadoras, pôs-se um dia lindo, com o céu totalmente azul. Cheguei pela hora do almoço, a tempo justamente do piquenique em grupo, junto ao lago. Comida a quiche (obrigada, Elsa!), pus-me a desenhar o lago e todo o mosaico verdejante de árvores como cenário. Não foi fácil! Junto à margem, um casal de namorados... namorava. E a água resplandecia ao sol. Aguarelei o sketch mesmo ali:


Depois, fomos para o Pavilhão da Água. Sentada num banco de jardim "a sério" (as pedras irregulares junto ao lago não tinham sido a melhor opção, eheh), registei o edifício - que esteve em tempos na Expo 98. É uma caixa semi-suspensa sobre um declive, com barras horizontais e uma estrutura em ferro. Tenho de lá voltar para o visitar por dentro:


Foi uma bela tarde, com boa conversa, óptima companhia e muitas gargalhadas.

domingo, 12 de abril de 2015

Serenamente, junto ao rio

Ainda a Primavera não tinha chegado (devíamos estar no fim de Fevereiro) quando fiz este esboço de Fão:

No céu o azul, no rio os barcos, nas casas o branco e, por todo o lado, o vento... Só agora lhe peguei de novo, ao meu esboço, para lhe devolver as cores. E ficou assim:

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

E o mar lá ao fundo...

Quem conhece a Foz, no Porto, conhece também a Rua de Diu, que desce perpendicularmente à linha da costa até à Rua da Srª da Luz, no início da Av. do Brasil. Neste desenho, feito num dia cinzento de Janeiro a ameaçar chuva, vê-se um aglomerado de prédios - antigos e modernos - à esquerda e, lá ao fundo, o mar. Fi-lo de dentro do carro, onde, abrigada do vento, me pude deter com mais conforto a captar o momento:


(Esboço e local em A Caçadora de Desenhos.)

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Em Serralves - 5º Encontro USkPN

Pois eu não perdi o 5º Encontro dos USkPN este sábado no Porto. E que bom foi conhecer algumas das pessoas que partilham o mesmo gosto pelos rabiscos e tintas! Da parte da manhã, estivemos no museu. Por muito fã que eu seja do local - e das suas linhas "Siza", puras e serenas - a verdade é que, para desenhar e sobretudo aguarelar, aquilo é tudo menos fácil! Para começar, a luz: sendo tanto zenital (do tecto) como multilateral (surgindo de todas as paredes), origina sombras que ou se cruzam ou se anulam, complicadas ainda mais pela luz artificial, vinda de frestas insuspeitas, muitas vezes do chão. E as cores? Branco sobre branco - o mais difícil de captar. Se juntarmos a isto linhas assimétricas e oblíquas, temos receita para desaire de sketching... Bem, mas "para a frente que atrás vem gente"! As minhas obras-primas começaram logo no átrio:


Esta espécie de árvore-de-natal de ferro velho, da autoria da polaca Monika Sosnowska, ocupava o centro da sala, sob a clarabóia gigante, elevando-se acima do primeiro andar. Sentei-me na escada e dali captei alguns visitantes-barra-zombies... Aqui, pelo menos, os frisos de mármore "marfil" davam a possibilidade dos beges! 

De seguida, desci até ao piso do fundo, com amplas aberturas para o jardim. Apanhei ali o Fábio, sentado à chinês com o bloco no joelho, e imitei-o. As plantas que aqui vêem eram artificiais e moviam-se sob o efeito de uma célula sensível ao movimento. As pessoas aproximavam-se e as plantas começavam a abanar como se estivessem ao vento. Escusado será dizer que os miúdos, aos saltos, provocavam autênticos vendavais. Este foi também o único esboço que pintei in situ:



Por fim, parei na sala da rampa. E tive a sorte de ter sido autorizada a sentar-me na cadeira da vigilante! Um luxo. A janela central é, ela própria, um quadro... A instalação era um conjunto de pedras talhadas, amontoadas ao acaso. Fizeram-me lembrar o episódio (comentado nos telejornais) daquela instalação que uma empregada de limpeza destruiu pensando tratar-se de restos de obra... 


Da parte da tarde, jardins. São lindos de morrer, os jardins de Serralves, mas o tempo não esteve pelos ajustes. Depois deste esboço da fachada da Casa Rosa, começou a chuviscar... E ficou por aqui o meu labor de desenhadora. As cores de aguarela, essas, já foram feitas em casa:


Obrigada ao Tiago pela organização do Encontro. Vamos ficar à espera de mais!

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

As cores da Ribeira

No meu regresso de Madrid, a primeira coisa que me apeteceu desenhar foi o Porto - em particular, a Ribeira. Estava um dia de Janeiro glorioso, com um sol que aquecia a pele e fazia vibrar as cores do casario junto ao rio. O enquadramento era exigente, com muita informação, muitas linhas em conflito e um ponto de vista muito baixo, sem esquecer dois carros e pessoas que passavam. O esboço ficou bastante "pessoal" (eufemismo para "torto"), mas aqui o deixo, como tributo a esse lado tão castiço do Porto:


Fiquem bem!
Miú

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Os dois últimos desenhos de Madrid

Com estas duas perspectivas, verticais e detalhadas, fecho o meu relato gráfico de Madrid, essa cidade vibrante, inspiradora, plena de vida, que ressuscitou em mim a vontade de desenhar.

Fachada norte da Ópera, junto ao Palácio Real.

 Praça de Ramales, um pouco acima do Teatro Real.

Foram desenhos a lápis, retocados em casa a caneta Staedtler de bico 0,1 mm. No primeiro, as cores saíram-me com mais "salero" do que mandava a encomenda; no segundo, os tons esbatidos agradaram-me mais. Viro agora a página. Adeus, Madrid!

(Detalhes do passo-a-passo da aguarela no Caçadora de Desenhos.)

domingo, 25 de janeiro de 2015

O Carmencita

Eis a minha primeira tentativa de um esboço de interiores em Madrid. O Bar Carmencita, numa esquina da Calle San Vicente Ferrer, tem uma aparência discreta e a porta encostada, mas está sempre cheio. Cheguei muito tarde, pelas 16, hora que até para os espanhóis já é de fecho da cozinha. Mas ainda me serviram uns "huevos beneditinos" que me souberam pela vida, findos os quais me lancei ao desenho. Aqui o deixo, despido de gente e com umas paredes azuis um pouco fantasiosas:


Detalhes da aguarela no meu blogue, aqui.
Até breve!
Miú

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

A abrir a Gran Via

Trago hoje aqui um dos edifícios mais marcantes de Madrid, o Metrópolis. Inaugurado em 1911, exibe estatuária variada e uma cúpula majestosa encimada por uma figura alada. Sentei-me num banco junto à Igreja de S. José, do outro lado da Gran Via, e lá me pus a desenhar. Fiz um enquadramento um pouco dramático, com muito céu, ornado de nuvens macias, um tanto etéreas, em contraponto com a solidez dos prédios neoclássicos:


Para quem gosta dos detalhes do processo, estão no meu blogue, aqui.
Até breve!
Miú

sábado, 10 de janeiro de 2015

Uma chaminé insólita


Sentada num banco de jardim enquanto espero, avisto a chaminé de uma fábrica desactivada. Fica junto a Conde Duque, sobre os telhados irregulares dos prédios de habitação da zona oeste de Malasaña, em Madrid. E lá saco do meu sketchbook, onde me ponho a rabiscar o skyline e também uma parte da fachada do Convento das Comendadoras. O sol já vai baixo, projectando uma sombra diagonal sobre as paredes. Consigo acabar mesmo antes de o sol desaparecer, nestes dias tão curtos junto ao solstício de Inverno...


Detalhes do processo de aguarela no meu blogue, aqui.
Até breve!
Miú

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

O Pez Baker

É um café-lounge bastante trendy em Madrid, numa rua com o mesmo nome, a qual desenhei de três perspectivas diferentes. Esta foi a última - a que mais me agradou, apesar de (ou talvez por) a ter varrido de peões e de carros. Do Pez Baker só se vê uma nesga da janela, no edifício à esquerda...


Os outros dois desenhos, bem como os registos dos processos de aguarela, estão no blogue, aqui.

sábado, 27 de dezembro de 2014

Art Déco na Praça Callao

Este foi o meu primeiro esboço a caneta (uma Staedtler de 0.2 mm) em Madrid. Sentei-me numa esplanada em plena Gran Via, mesmo em frente à Praça Callao - uma espécie de Times Square madrilena, com ecrãs e neons gigantes - a olhar para o edifício "art déco" dos cinemas. Com os vidros da esplanada a fazer de para-vento, lá fui aguentando o frio. Quando comecei, estava a entardecer; ao terminar, aí uns 30 minutos depois, já o crepúsculo se instalara: 


É certo que cortei a cabeça da torre principal. É certo também que as linhas de fuga na fachada à esquerda deviam afunilar mais. E dos outros "gatos" nem vale a pena falar. Mas o resultado divertiu-me, pois pareceu-me um quadradinho de banda desenhada:


Mais detalhes no meu blogue. Até breve! 

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

De nariz no ar, a desenhar torres

Deu-me nestas duas semanas para desenhar torres, ou melhor, torres de igrejas - e cúpulas, que aqui em Madrid são bojudas e muitas vezes de ardósia, cinzentas e imponentes, a roçar este céu quase sempre azul. Esta foi na praça das Comendadoras de Santiago, com igreja homónima:


O dia estava frio e eu, sentada num banco de jardim, comecei a sentir os dedos a gelar e o nariz a clamar piedade. Interrompi o esboço e fui para casa aguarelá-lo, enquanto bebia um chá bem quente e trincava uns chip cookies:


Detalhes das pinceladas no blogue.
Bom Natal a todos!
Miú