sábado, 23 de julho de 2016

A praia - Passeio dos Ingleses - Foz

Uma tentativa de aguarela, não consegui registar a verdadeira multidão que quase se acotovelava, e também achei necessário adicionar alguma linha posterior.



segunda-feira, 18 de julho de 2016

letra C • Comboios

Se há dois trabalhos que sempre vi na mesma linha de representação da modernidade são L'absynthe, de Degas, e Le wagon de troisième classe, de Daumier. Creio mesmo que chegaram a ganhar uma dimensão própria no espaço da minha memória visual - não sei se por causa do ar alienado das várias figuras ou por, muito simplesmente, se encontrarem todos sentados à espera de não se sabe bem o quê...

Degas | Daumier

Desde cedo vi o comboio mais como uma sala de espera do que como um mero meio de transporte. Tal como numa sala de espera, entramos, sentamo-nos, lemos um bocado, ouvimos a história sobre a vizinha da senhora que não se cala, lemos mais um bocado, dormitamos um nadita, saímos e lá vamos à nossa vida.

O comboio encerra em si mesmo um grande número de realidades que se desmultiplicam em motivos para desenhar: o espaço interior (com ou sem passageiros), o espaço exterior (estações e linhas férreas), as viagens (inter rail, dia-a-dia), os hobbies (miniaturas, trainspotting*), ou os próprios comboios.

 
Em Portugal
Em Inglaterra
Em Espanha

Quer para estudar (nos velhos comboios com bancos de cabedal verde) quer para trabalhar, o comboio sempre foi o meu transporte de eleição mas sempre senti alguma apreensão quando desenhava em público.
Fazia de tudo para não ter que fitar os outros passageiros: ora ficava todo cabisbaixo...
...ora mantinha o meu olhar bem acima das outras pessoas.

Com o tempo lá fui ganhando confiança e, sempre que não me deixava dormitar nem me esquecia de trazer um livro para ler, lá tirava eu do caderno para desenhar. Primeiro outros passageiros mais sonolentos...
Zzzzz...

Ou tão simplesmente o espaço vazio de pessoas.

Mas logo os meus desenhos começaram a ser habitados por gente incauta...
...ou por gente que, simplesmente, se deixava permanecer na tal "sala de espera" o tempo suficiente para eu os registar no meu caderno.
E cá sigo experimentando várias composições, várias molduras, diversas técnicas, diversos materiais, paletas diferentes...

Urbano | Regional

Posto isto, vou mantendo um álbum no flickr (aqui) só com desenhos feitos no comboio (para além dos outros). Por falar nisso, já carece uma atualização, já...   =)

Agora, aproveito para vos aconselhar a seguir o trabalho de Alan Cloiseau (@attention_a_la_marche) no instagram - conseguiu criar um estilo muito próprio com este projeto - e ainda Subway Life, de António Jorge Gonçalves.


* Não confundir com o filme. Olhem que há quem leve isso do trainspotting muito a sério - acreditem...!


Próximo post: letra D • Dança

domingo, 17 de julho de 2016

sketchbook therapy









No passado dia 25, eu, o Tuba, a Alexandra, o Vitor, a Ana e a Darya andamos pelo Douro. Aqui ficam os meus bonecos de Ancede, Fundação Eça de Queirós e do Pinhão. Obrigado Nelson :)

sábado, 16 de julho de 2016

Registos em diário gráfico entre o dia 5 e 17 de Julho

Vários registos, feitos entre os dias 5 e 17 de Julho:




As minhas tentativas com aguarelas:



Estátua de Abel Salazar no jardim do Carregal:



quinta-feira, 14 de julho de 2016

Nós e os Cadernos




Há muito tempo que este evento ronda o meu pensamento. Como alguns de vocês sabem, há uns anos, fiz uma tese de mestrado relacionada com este universo dos diários gráficos. Essencialmente estava interessado (e continuo a estar) num conjunto de questões que envolvem este objecto. Entre elas, a forma como o caderno é usado pelos seus autores, de que forma a utilização do caderno contribui para uma determinada produção de sentido, como é que se dá a passagem entre a esfera privada e a esfera pública, e o seu valor documental (enquanto documento e forma de documentar). Desde então penso num evento onde possa reunir um conjunto de autores para debatermos estas questões. Não foi fácil escolher estes autores… a lista era longa e era necessário, de alguma forma, reduzir esta lista a 12 elementos.

 Numa parceria com a Ana Torres e com a Câmara Municipal de Esposende, esse momento chegou e chama-se “Nós e os Cadernos”. 12 desenhadores — Eduardo Salavisa, Eduardo Côrte-Real, Alexandra Belo, Vítor Mingacho, Tiago Cruz, Pedro Cabral, Mário Linhares, Marco Costa, Manuel San Payo, Manuel João Ramos, Ketta Linhares e José Louro —, 2 mesas redondas e 3 locais para desenhar, a 22, 23 e 24 de Julho. O evento só faz sentido se for aberto a toda a comunidade. Assim sendo, estão todos convidados (vocês em especial) a comparecer nas mesas redondas e juntarem-se a nós para desenharmos e conversarmos sobre esta coisa do desenho em diário gráfico. O “Nós e os Cadernos” é para falar sobre cadernos, sobre o desenho e o desenhar, sobre o documento e o documentar. Sobre um registo que, apesar de privado e íntimo, merece ser partilhado e, assim, passa a ser uma outra coisa.

Até breve!

Nós e os Cadernos – Blog WordPress
Nós e os Cadernos – Página Facebook
Nós e os Cadernos – Evento Facebook

quarta-feira, 6 de julho de 2016

2 de Julho, Monção

Cá está documentada a nossa viagem de "turismo criativo" a Monção. O centro da cidade na fronteira hispano-portuguesa recebeu-nos, ao som das lendas medievais, com o sabor a vinho verde, muito calor e serenidade.
Pouca gente - parece que todos são uma grande família; tudo calmo, não há pressa, pois hoje é o sábado...

 
 

 
 

 
 

domingo, 3 de julho de 2016

Pessoas em Monção (17º Encontro USKPN)

Pessoas em Monção. Desenhos rápidos de 1 min máximo.
Odete e Nelson.

Odete a explicar

Tiago e José

Monção, Minho, 2016 (17º encontro USKPN)

Alguns dos desenhos feitos com os USK-PN em Monção no dia 02 de Julho de 2016. Estes desenhos foram feitos no Museu do Alvarinho, na Igreja Matriz, e, da parte da tarde, na feira que estava a decorrer na cidade. Agradece-se ao Nelson e à Odete pelo acolhimento e as explicações, e, claro, a prova de vinho verde muito bom.





sábado, 2 de julho de 2016

Visita ao Museu do Vinho Alvarinho, a Monção e à Feira do Alvarinho;



Heráldica, e alfaia agrícola no interior do museu do Vinho Alvarinho

Vista a partir da fortaleza para a praça em Monção
O rio, os colegas, e a escultura que adornava o princípio do corrimão no Museu

A prova de Vinhos durante a Feira do Alvarinho, da parte da tarde
 Junto Album picassa com todos os registos