quarta-feira, 31 de julho de 2013

Challenge 2



Quem vai para o cabeçalho do blog é quem propõe o próximo Challenge. Assim sendo, aqui fica a proposta do Neno que define, não só um tema, como também uma técnica. O Challenge fica aberto até 31 de Agosto.

Introdução

O desenho de contorno dirigido permite, através da coordenação da mão com o olhar, um registo linear extremamente rico. O método implica não olhar para a folha mas para os limites das formas - contornos interiores e exteriores -, procurando sentir a superfície, as suas ínfimas variações e particularidades. A sincronização entre o olhar atento e a mão que executa deve ser total e, sempre que considerarem necessário, não importa a frequência, podem parar para ver o desenho e reposicionar o lápis ou a caneta (os meios devem permitir sentir o suporte, a pressão e a textura).

Convém não confundir este método (desenvolvido por Kimon Nikolaides) com o desenho de contorno cego popularizado por Betty Edwards, ou com variações como o desenho monolinear. Todos têm validade mas objectivos e resultados distintos.

Nota: Embora as formas resultem desproporcionadas e assustem as mentes mais convencionais, a riqueza gráfica é incontestável e será tanto melhor quanto maior for a concentração e a coordenação oculomotora.

Proposta

Sempre que vamos de férias, somos acompanhados por uma série de coisas mais ou menos essenciais: lápis, livros, chapéu, escova de dentes, toalha, etc. Algumas dessas coisas denunciam o destino escolhido: uma peça de roupa imposta pelo clima, um mapa ou um objecto de artesanato local.

Compõe livremente os objectos da tua viagem e, recorrendo ao desenho de contorno, desenha-os. Posteriormente colora-os com os meios à tua escolha mas preservando o registo linear, que deve ser visível.

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